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Dilma Rousseff presidente banco do Brics

Dilma Rousseff banco brics

“Dilma Rousseff é oficializada como presidente do banco do Brics, com mandato até 2025”

Nesta sexta-feira (24), o governo brasileiro oficializou a indicação da ex-presidente Dilma Rousseff para o comando do Novo Banco de Desenvolvimento, conhecido como “banco do Brics”. Dilma assumirá o mandato até julho de 2025, sucedendo a Marcos Troyjo, que foi indicado em 2020 pelo presidente Jair Bolsonaro. A sede do NDB fica em Xangai, na China, e Dilma deve viajar para o país junto com Lula nos próximos dias.

O banco do Brics tem a responsabilidade de financiar projetos de infraestrutura e desenvolvimento sustentável dos países que fazem parte da instituição. Em nota, o banco destacou que, durante o mandato de Dilma como presidente do Brasil, a ex-presidente priorizou o combate à pobreza e deu ênfase à ampliação dos programas sociais criados nos mandatos de Lula entre 2003 e 2010. O NDB também destacou que Dilma defendeu a soberania de todos os países, o desenvolvimento sustentável, os direitos humanos e a paz em fóruns internacionais.

Conforme a avaliação do banco, Dilma expandiu “significativamente” a cooperação entre o Brasil e diversos países da América Latina, da África, do Oriente Médio e da Ásia. Dilma é formada em economia e nasceu em Belo Horizonte (MG). Durante a ditadura militar, integrou organizações de esquerda clandestinas, foi presa e torturada. No Rio Grande do Sul, ajudou a fundar o Partido Democrático Trabalhista (PDT). Filiou-se ao PT em 2001. Nos governos Lula, foi ministra de Minas e Energia e chefe da Casa Civil. Em 2010, foi eleita presidente e, em 2014, foi reeleita. Em 2016, foi alvo de processo de impeachment e teve o mandato cassado. Em 2018, disputou uma vaga no Senado por Minas Gerais, mas não se elegeu.

A indicação de Dilma

Após a ex-presidente passar por uma espécie de sabatina com ministros da Economia dos outros países membros do bloco – África do Sul, China, Índia e Rússia

A indicação de Dilma para o cargo foi aprovada por um comitê da instituição, após a ex-presidente passar por uma espécie de sabatina com ministros da Economia dos outros países membros do bloco – África do Sul, China, Índia e Rússia. O antecessor de Dilma no cargo, Marcos Troyjo, é diplomata e foi indicado pelo presidente Jair Bolsonaro. A indicação de Dilma para o banco do Brics foi feita pelo governo Lula, que é atualmente representado por seu filho, Fábio Luís Lula da Silva, no conselho da empresa estatal Itaipu Binacional.

Com a indicação de Dilma para a presidência do banco do Brics, espera-se que a cooperação entre os países membros seja fortalecida, especialmente no que diz respeito ao financiamento de projetos de infraestrutura e desenvolvimento sustentável. A ex-presidente já teve experiência em cargos públicos, tendo desempenhado papel de destaque nos governos Lula e enfrentado diversos desafios ao longo de sua trajetória política.

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